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ESTRATÉGIA DE VISITAÇÃO DO PARQUE NATURAL SINTRA-CASCAIS
O Parque Natural de Sintra-Cascais possui uma paisagem rica e diversificada, onde a biodiversidade se reflecte nos ecossistemas associados à Serra, dunas e arribas, apresentando um património inigualável do ponto de vista cultural, social e ambiental.
É sabido que a valorização e protecção de uma área natural com estas características só se tornam possíveis através da sua vivência. Promover o desenvolvimento de uma atitude responsável de preservação e respeito pelos valores em questão pressupõe a possibilidade de usufruto dos espaços pela população e visitantes, desde que de uma forma sustentável e adequada.
Tem-se observado nas áreas classificadas um aumento da procura de espaços de recreio e lazer associados à interpretação dos sistemas naturais. Contudo, continua a não haver capacidade de fornecer estes produtos a quem os procura.
De modo a dar resposta a esta demanda, o Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, em parceria com a Cascais Natura, Agência Municipal de Ambiente de Cascais, criam a Rede de Visitação e Interpretação do Parque Natural de Sintra-Cascais (RVIPNS-C), um projecto que visa servir de forma integrada os interesses de educação e sensibilização ambiental, turismo de natureza, conservação da natureza, investigação científica do Município, e constituir um exemplo de vanguarda, criativo e importante no uso dos recursos naturais, económicos e sociais.
Plano de Visitação
Com um cenário de intervenção que abrange toda a área do Parque Natural, este plano compreende a criação de uma macro estrutura de visitação e interpretação das diferentes unidades de paisagem características, como por exemplo o Litoral da Roca, a Serra de Sintra e o Abano - Penha Longa, em Cascais, ou a Terra Saloia, em Sintra.
Os objectivos prendem-se essencialmente com a implementação de um programa que permita abranger toda a sociedade na visitação de uma área protegida de características específicas, que serão potenciadas e valorizadas, para além de um conjunto de acções de gestão activa de habitats naturais e espécies, alguns dos quais com elevado estatuto de ameaça.
O Plano de Visitação estará integrado num sistema de rede com base logística num Centro de Interpretação da Natureza – LINEU – que funcionará como a “grande porta do PNS-C” e vários Núcleos de Interpretação específicos (NI).
Estes NI serão dotados de serviços de apoio à visitação, suportados por uma exposição interpretativa da envolvência local, percursos temáticos guiados por técnicos especializados ou de forma mais autónoma, com recurso a guias digitais. Cada NI será e quipado com uma cafetaria. Estes, estarão ligados entre si por percursos pedestres e cicláveis, partilhando um conjunto de equipamentos, como bicicletas, segways, binóculos e guias digitais.
 
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